Em virtude do Dia Mundial Sem Tabaco, celebrado no último dia 31 de Maio, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) lançou a campanha “O cigarro mata” e apresentou dados inéditos de uma pesquisa sobre o custo econômico e de saúde relacionado ao tabaco. O número de mortes relacionadas ao tabagismo no Brasil é de 156 mil ao ano, tendo como base 2015, quando o estudo foi realizado pela pesquisadora Marcia Pinto, do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz.

De acordo com os dados compilados por ela, o país registrou 478 mil infartos e internações devido a doenças cardíacas e 378 mil de doenças pulmonares provocadas pelo cigarro. Além disso, o tabaco gera uma perda econômica de R$ 56,9 bilhões ao ano, por causa do custo do tratamento das doenças relacionadas ao tabaco, da perda de produtividade dos fumantes que adoecem e por causa das mortes prematuras.

— No caso do homem, o fumante perde aproximadamente sete anos de vida em comparação com um não fumante. E, no caso de mulheres, perde-se seis anos de vida. Já ouvi muita gente dizendo que seis ou sete anos é pouco, mas não considero que seja pouco. É o tempo que vai te permitir ver um neto nascer, ver um filho se formar — observa Marcia.

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A pesquisadora avalia que a política mais efetiva para a redução do consumo de cigarro é o aumento do preço do produto.

— Isso previne que crianças e adolescentes comecem a fumar e encoraja quem quer parar de fumar. Reduz também a quantidade de cigarros consumidos pelos atuais fumantes e evita que ex-fumantes voltem para o vício — destaca ela.

AUMENTO DE PREÇO É ESTUDADO

O estudo traçou como seria o cenário se houvesse 50% de aumento do preço do cigarro no país. Se isso acontecesse, em dez anos seriam evitadas 136 mil mortes — número bem próximo aos óbitos registrados em 2015. O número de AVCs também seria reduzido em mais de 100 mil; e o número de diagnósticos de câncer contaria menos 60 mil.

Outro dado interessante é que haveria um ganho econômico de R$ 98 bilhões: R$ 32 bilhões devido à redução nos gastos de saúde, R$ 45 bilhões de arrecadação tributária e R$ 21 bilhões relacionados aos ganhos de produtividade.

— Apesar da redução da prevalência de fumantes no Brasil, o que é de fato uma história de sucesso, a nossa carga de tabagismo em termos de mortalidade ainda é preocupante. E também me assusta o fato de 1% do PIB do Brasil ser destinado a cobrir os prejuízos provocados pelo tabagismo. E 8% do gasto de saúde no país é atribuído ao tabaco. É preciso mudar esse cenário — pontua Marcia.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, disse nesta quarta-feira, por videoconferência, que existe um estudo em andamento para aumentar 50% os impostos sobre o cigarro.

Fonte: O Globo

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