ARTIGO: Gestão da saúde e da segurança no trabalho está cada vez mais na estratégia dos negócios e nas prioridades das empresas. Pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria (SESI) com 500 médias e grandes empresas, entre outubro de 2015 e fevereiro de 2016, mostrou que 71,6% das indústrias afirmaram dar alta atenção à saúde e segurança no trabalho (SST) . Isso ocorre, sobretudo, por uma maior conscientização sobre a necessidade de se investir em ações de prevenção de acidentes e de promoção da saúde e bem-estar no trabalho para melhorar a competitividade dos negócios. O levantamento aponta ainda que 48% dos gestores verificaram que esses investimentos geraram redução nas faltas ao trabalho, 43,6% deles constataram aumento da produtividade no chão de fábrica e 34,8% apontaram redução de custos com a saúde dos trabalhadores.

Essa elevada importância dada pelas indústrias à gestão de saúde e segurança no trabalho tem se refletido na redução de acidentes e doenças ocupacionais no Brasil. Dados do Ministério do Trabalho e Previdência Social apontam que o número de acidentes de trabalho por grupo de 100 mil profissionais caiu mais de 17% entre 2007 e 2013 – de 1.378, em 2007, para 1.142, em 2013. Trata-se de uma redução significativa, sobretudo, em relação a custos, já que acidentes e doenças trazem grande variedade de despesas, desde médicas e indenizações aos trabalhadores e famílias até perda de produtividade e desgaste da imagem das empresas.

Mesmo com esses avanços, há, por outro lado, um desafio maior: o crescimento de afastamentos por doenças não relacionadas ao trabalho, como as doenças osteomusculares, os transtornos mentais e comportamentais, os problemas de saúde causados por violência e acidentes de trânsito e as doenças crônicas não transmissíveis (diabetes, hipertensão, doenças do coração, etc.).

Nesse novo contexto, as empresas são, portanto, desafiadas a aprimorarem seus esforços em saúde e segurança no trabalho para ampliarem os resultados positivos que vêm obtendo. Ao mesmo tempo precisam tratar a saúde do trabalhador de forma mais integral para reduzir custos relacionados a ausências no trabalho, perda de produtividade e custos com planos de saúde.

Muitas são as experiências empresariais de sucesso nessa área no Brasil. Exemplo disso são os cases de sucesso apresentados na série Almanaque Saúde , estreada em novembro no Canal Futura. A iniciativa, realizada em parceria com o SESI, aborda nos episódios temas relevantes relacionados ao bem-estar, à qualidade de vida e à segurança no trabalho com exemplos reais de ações empreendidas por empresas de diversos setores, como construção civil, frigorífico, têxtil, siderurgia, e outros.

Programas televisivos como o Almanaque Saúde e o uso de novas tecnologias – como os aplicativos em celulares e tablets, as redes sociais, os cursos a distância, os jogos e os vídeos – permitem a interação e a troca de experiência entre os trabalhadores e a disseminação de uma cultura de segurança. Também são importantes ferramentas na gestão de doenças crônicas e redução de custos com saúde, é o que revela a Gold Sachs, empresa americana de consultoria em tendências de mercado e investimentos.

Ao analisar esse cenário e as tendências em saúde e segurança no trabalho, o SESI busca desenvolver soluções inovadoras adequadas à realidade empresarial, que vão de materiais educativos, interativos e motivacionais em plataformas virtuais e em redes sociais até consultorias em gestão da saúde e segurança no trabalho que visam reduzir os custos das empresas.

Fonte: Portal da Indústria; Artigo de Marcos Tadeu de Siqueira – Diretor de Operações do SESI Nacional

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